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Psycho Killer


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4.1.08

De bar em bar, como o Didi





Não sou de flanar por aí. Ao contrário, refugio-me em casa assim que ela se esvazia. Mas há horas certas para vagar nas ruas da cidade. Geralmente, pelas madrugadas. E torço para encontrar um boteco meio-cheio-meio-vazio. Fico realmente contente. Estou de saco cheio desses bares metidos a besta, com mesas de pedra e cardápio importado de um chef formado em algum restaurante francês de quinta categoria. Aliás, esse tipo de bar está sempre lotado - e prolifera na cidade como um aedes aegypti.

Deixo aqui o meu apreço pelos petiscos gordurosos da tia corpulenta e massuda de nossas vidas. Não que eu não goste de coisas refinadas e novidades. Longe disso. Adoro comer e provar novos sabores. Confesso, no entanto, que não sou muito de vanguarda. Parei na fatia de abacaxi no sanduíche. Talvez seja por isso que ainda não passei do limite de Copacabana no meu inconsciente.

Mas o que eu não gosto mesmo é do clima de boteco à Aspicuelta, ou à Fidalga ou até mesmo à Dias Ferreira (ou arredores). Sem bairrismo, por favor. Mas vejo que não sou o único a pensar assim. O Grupo Matriz, de Léo Feijó e cia., inaugura nesta segunda-feira, dia 7, o Bar Salvação, na Rua Henrique Novaes, em Botafogo, pertinho da Pista 3 e da Casa da Matriz. Como indica o convite de lançamento, a proposta é justamente ter um bar que não seja cópia de bares paulista. Achei a provocação um pouco forte para um convite de lançamento, mas é exatamente a minha opinião expressada em duas frases.

Se quiserem discutir, vamos tomar um chope gelado (pode ser cerveja) em qualquer botecão bem sujo para colocarmos nossos pontos de vista à prova. Ah, mas aceito um jantar no Quadrucci também. É só convidar.