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Psycho Killer


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31.3.08

Liga-me


Não tarda.
Acorda.
Levanta.
Desiste.
Olha para o lado. Desliga o relógio.
Descansa. Insiste.
Beija minha boca.
Encobre com o lençol.
Enrosca em minhas pernas.
Arranha minhas costas.
Fica atrasada.
Esquece do trabalho.
Perde o almoço. Não deixa de comer.
Pega um biscoito.
Não toma um café.
Diz que ainda cedo.
Sente saudades da manhã.
Fica até tarde.
Perde o entardecer.
Alegra-se com a noite.
Beija minha boca. Abre uma garrafa.
Leva-me para cama.
Não tarda.
Acorda.
Levanta.
Desiste.
Olha para o lado. Desliga o relógio.
O relógio não desliga. A vida não desliga.
Não desliga. Não desliga....


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Ela me olhou nos olhos e disse que "não sei"
Eu olhei sua boca e disse que "também"
Olhamo-nos na testa e dissemos que "talvez"
Calamo-nos. E o dia amanheceu.
Esperamos por mais uma noite.



Comments:
10.3.08
Luxo nas janelas, e eu só sinto a poeira no meus olhos. Esquinas cortadas, ruas esburacadas, enquanto singro as calçadas. Cidade recortada. O novo, o feio, o velho e o absurdo. Bonito é ter horror ao ouro. É gostar de sal e areia e vestir vermelho e preto para quem gosta do azul e branco da bandeira. Mas eles insistem em não enxergar o todo. Levam a vida segmentada, separatista e discriminatória. Taciturno ando eu, sem esperanças renovadas. Foram-se os dias, as noites e as tardes. Ficaram as ruas, a poeira, as roupas rasgadas e o lixo das casas. Fiquei com o chope de consolo e o amor incondicional. Não tenho mais ódio, vejam bem, ainda que haja um pouco de decepção com alguns de vocês...