Psycho Killer |
Comments: 29.5.08
OS 300 DA GÁVEA"Nunca expulse dois flamenguistas num jogo só. É muito pior para o adversário. Aconteceu no Fla-Flu, e já tinha acontecido com o Corinthians. Quando os dois vermelhos foram erguidos, a torcida tricolor vibrou e comemorou. Ilusão. Era melhor ter jogado de igual para igual. Não só porque são raros os times brasileiros que aproveitam vantagem numérica, nem treinam isso em coletivos, mas principalmente por causa do Flamengo. A inferioridade em campo cavucou a própria história e mística do clube. Como se os jogadores falassem por dentro: “Agora é melhor! Agora vai ser com raça!”. Redatores dos jornais já preparavam as manchetes gastas: VITÓRIA COM A CARA DO FLAMENGO. No Maracanã, o resultado épico já se desenhava. O Fluminense em nenhum momento demonstrou inteligência para destroçar os 300 de Esparta. Atuou como se atua contra 11 jogadores. E talvez não tenha sido incompetência do time das Laranjeiras. E sim mérito dos tresloucados rubro-negros, que começaram a se jogar em cima da bola, nos adversários, para catimbar, para suar, para justificar o amor daquela torcida também delirante, que cantava sem parar incentivando seus queridos guerreiros. Renato Gaúcho devia ter mandado dois jogadores seus provocarem a própria expulsão. Contra o Flamengo, de igual para igual é sempre melhor. Para não despertar a fera. E a história do clube mais popular do país." De Sidney Garambone, jornalista tricolor, depois da vitória de 1 a 0 do Fla em cima do Flu, no dia 16 de agosto de 2007. Gol de Maxi Biancuchi. -------------------------------------------------------- Domingo tem Fla-Flu Pelo Campeonato Brasileiro. As coisas estão voltando para o seu lugar... Comments: 21.5.08
Comments: Do baú
Ícones de tempos modernos Charles Chaplin se inspirou em uma fábrica da Ford para criar um de seus maiores clássicos Julio Calmon* Os irmãos Lumière têm muito mais em comum com Daimler, Benz, Panhard e Peugeot do que se supõe. Todos foram responsáveis, de certa forma, pela construção da sociedade contemporânea como conhecemos. Os primeiros, por apresentarem o cinema à história; e os outros, por fabricarem os primeiros carros. Cinema e automóvel são contemporâneos, frutos da segunda revolução industrial e ícones do século 20. Ambos alteraram noções de espaço e tempo, acelerando a percepção do dia-a-dia. Também mexeram com as relações sociais, trazendo modismo e redefinindo os conceitos morais. Acima de tudo, o cinema e o automóvel se caracterizam por trazer mobilidade ao que estava inerte – ou quase. No fim do século 19 e início do 20, a cinematografia dá ação e seqüência às fotos; e os carros, então, substituem as vagarosas carruagens. Logo, se entrelaçaram na grande tela. Até 1940, quando os carros ainda não eram produtos de consumo em massa, o cinema (ao lado da publicidade) ajudou a difundir o automóvel na classe média. Houve quem percebesse que a sociedade estava mudando – mas se para melhor ou pior, isso é outro papo. Em 1936, Charles Chaplin, com Tempos modernos, criticou o sistema de produção e a linha de montagem que as fábricas implantaram. Vale lembrar que, para fazer o filme, Chaplin se inspirou na visita que fez à fábrica de Henry Ford, em 1923. A partir daí, o cinema se espalha ao redor do planeta. E o automóvel também. Mas, só depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os dois finalmente se encontram com mais freqüência. Nesse período, o automóvel e o cinema se conjugam fora das telas. É quando os drive-ins se proliferam nos Estados Unidos, principalmente nos subúrbios. Para se ter uma idéia, só em 1946, existiam 155 estabelecimentos espalhados por todo os EUA. Em 1948, esse número saltou para 820. O cinema e o carro, então, já estavam incorporados ao estilo de vida americano – logo, exportado ao mundo. Marcante na época, Juventude transviada, de 1955, apresentou o galã relâmpago James Dean em uma sensacional disputa mortal de carros. No mesmo ano do filme, Dean, amante de automóveis, morreu aos 24 anos, em um acidente com seu Porsche 550 – apelidado de Little Bastard (pequeno bastardo). Até hoje, a história de sua morte rende polêmica. Em 1965, Rolls Royce amarelo, estrelado por Ingrid Bergman e Alain Delon, é um dos primeiros grandes filmes a ter um automóvel com participação importante. Dividido em três partes, o filme é protagonizado por um Phantom II, de 1930. Ao contrário de Velozes e Furiosos, histórias que abordam carros nem sempre são tramas superficiais. Existem abordagens interessantes evolvendo as máquinas. Recentemente, Crash, de 1996, de David Cronenberg, mostra um grotesco grupo que tem como fetiche a reconstituição de acidentes de carros. Thelma & Louise, por sua vez, é uma exaltação à liberdade, mesmo que ela signifique se atirar para a morte em um penhasco dirigindo um Ford Thunderbird. *27/11/2004 Comments: 15.5.08
Ciao, Libertadores!
Uma semana depois do suicídio coletivo contra o América do México, como rubro-negro, foi um tormento assistir aos jogos do Flu, Vasco e Fogo ontem. A semana não passa. Agora, só jogamos no domingo - e apenas pela segunda rodada do Brasileiro. Parece que terminei um namoro e estou com preguiça de iniciar um outro relacionamento. Vai demorar meses para a gente ganhar intimidade com o Campeonato Brasileiro. |