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Psycho Killer


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28.8.08

Uma grande Vila Madalena


Estou muito triste com essa história do fechamento do Cine Payssandu, cinema simpático construído nos anos 50. Como estou pelo fim de bares e restaurantes tradicionais da cidade para dar espaço às redes insípidas de botecos que invadem nossas esquinas. Ando triste pela vitória capitalista. Pela troca do chope Brahma, que servia no Bar Luiz desde o século retrasado. Estou triste por ver muita gente contente ao pagar R$ 6 numa Antártica. Bando de mauricinhos imbecis, merecem mesmo comer empada requentada. É assim no Boteco da Garrafa, novo bar do dono do Belmonte e Antonio’s. Ando triste porque não vejo vontade de enxergar um palmo na frente do nariz. Ando irritado. Chateado. Já fizeram da Zona Sul uma grande Vila Madalena. O que resta? Vamos todos beber e ir ao cinema em shoppings?


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19.8.08
Perdidos nos sonhos de outros, buscando os seus perdidos, lembrando os esquecidos.
Memória. Um bêbado que se equilibra no meio-fio.
Ter razão tira parte da graça da vida.
Ser racional é necessário. Esquecer é mais.
Para lembrar depois. Para ter memória.
Para ter vida. E sonhos.
Ilusão e realidade.
Fragmentos.
No fim, nada mais.


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7.8.08

Acabou o amor



Goiás 2 x 1 Flamengo

Ibson parece que está no Flamengo a passeio. Só isso explica tamanha displicência nos dois gols tomados no jogo contra o Goíás. Pouca gente percebeu, mas ele é o único na defesa do Fla que não estava marcando alguém no primeiro gol do time goiano. Além disso, está a cinco passos de Iarley. Ou seja, ele sabia que teria de marcar o atacante. No segundo, já andando em campo, ele deixa de puxar um contra-ataque ao não querer dominar um passe do jovem Aírton. A bola então é tomada pelos jogadores do Goiás que armam um cruzamento da ponta esquerda e...gol. Pombas. Se não basta errar passes o jogo inteiro, o Ibson está muito mal na marcação. Ser destaque de um time médio, como é o Flamengo, não quer dizer muita coisa. Está me parecendo que ele está contaminado daquela velha doença que ronda a Gávea – que deixa os jogadores sonolentos, desatentos, no mundo da lua. Vi muito disso nos últimos 15 anos. O Ibson só estava sendo elogiado desde o fim do Brasileiro do ano passado porque conseguia levar o time com velocidade à frente e ainda era muito dedicado na marcação. O que houve? Lembro que o gol de Guilherme, o de empate da derrota para o Cruzeiro, foi bem parecido com o do Iarley. Ibson não acompanhou o atacante no segundo pau e...gol, claro. Não acho que torcedor deva ir ao treinamento do clube fazer cobrança. Mas a comissão técnica (ou a direção, por que não?) deveria bater um papo sério com ele. Ou todo mundo é muito incompetente lá para não perceber isso. Elogiar quando o atleta está bem é muito legal, quero ver se alguém tem pulso firme para chamar a atenção. Isso faz parte de qualquer trabalho.